SUELY RIBEIRO SILVEIRA

Marau, 8 de jlho de 2015
No dia 5 dezembro de 2011, estava me dirigindo à escola para mais um dia de trabalho, quando fui atropelada por uma moto em uma avenida movimentada de Sâo Paulo, esta bateu de forma violenta em minha perna direita, causando uma fratura exposta da tíbia com perda óssea de 15 centímetros, as juntas do joelho e do tornozelo nâo foram afetados, felizmente. No dia do atropelamento, os Irmâos de Sagrada Família e minha filha iniciaram a novena do Ir. Gabriel pela minha saúde, eu me encontrava na UTI devido a muita perda de sangue. Os médicos, para tentar salvar a perna, realizaram várias cirurgias e utilizaram o método ilizarov, que consiste em um aparelho denominado gaiola, que sâo pinos fixados no oss da perna e presos em uma estrutura metálica que envolve a perna, dando sustentação e estimulando a formação de novo seguimento ósseo. O paramédico que fez o primeiro socorro na rua, ficou surpreso de nâo ter naquele momento já amputado a perna, pois essa literalmente ficou esmagada no asfalto. Foram 40 dias de internação. A partir desse dia, minha vida mudou radicalmente passei a ser dependente e adquiri uma deficiência física. Em 2013 mudei para a minha cidade natal, Paraíba do Sul, e continuei o meu tratamento lá e em Sâo Paulo. Nesses três anos de tratamento passei por cirurgias de implantação de osso, pois o tratamento nâo estava surtindo o resultado que esperavam. Em 2014 os médicos fizeram a última tentativa, retirar o osso da minha bacia e transplantar na perna, substituíram também o aparelho. O maior risco desse tratamento sâo as infecções constantes, eu vinha há três anos sofrendo dores fortes e constantes, fazendo uso de antibióticos fortíssimos para combater essas infecções, chegando ao ponto de os mesmos nâo estarem fazendo mais efeito e causando reações alérgicas.
Nesses três anos de sofrimento fui perdendo a coragem de tentar salvar a minha perna e pensei em viver sem ela, a cada consulta médica, desanimava pois o osso nâo colava, os médicos nâo davam previsão para retirada do aparelho. Até porque eu tinha algo desfavorável, a minha idade, 68 anos, onde devido a osteopenia impedia a calcificação óssea. Como o osso estava infeccionado, eu estava acamada, tinha dores fortíssimas, só me locomovia com cadeira de rodas e corria o risco de uma infecção generalizada, o médico então resolveu marcar a data da cirurgia para a amputação da perna, em fevereiro de 2015, pediu para que a família estivesse ao meu lado diante da decisão de amputação. Cheguei a ser internada, mas a cirurgia nâo ocorreu, pois nâo tinha leito na ala de pacientes com infecçâo. Decidi então, retornar para Sâo Paulo onde teria mais recursos, retornei ao médico que havia iniciado o tratamento, este iria realizar a amputação no sábado e solicitou uma nova radiografia para ver que altura seria feita a mesma. Nesta semana minha filha junto com os Irmâos da Sagrada Família, iniciaram a novena do Ir. Gabriel, pedindo pela minha saúde e que tudo corresse bem. Quarta-feira, quando fui levar a radiografia para o médico, qual foi a nossa surpresa, o médico ao ver a radiografia largou um grito de alívio e alegria: O osso colou!!! Disse que ele estava totalmente reconstituído. Foi constatado também de que nâo havia foco de infecção. Sábado, dia 21 de março de 2015, onde eu iria ser internada para a cirurgia de amputação, fui retirar o aparelho, saindo do hospital no mesmo dia andando. Hoje uma simples palmilha resolve a minha deficiência de ter uma perna menor que a outra me tornando uma pessoa independente para me locomover com minhas próprias pernas. Considero um verdadeiro milagre e agradeço a Deus e a todos que através da novena do Ir. Gabriel intercederam per mim junto a ele. Obrigada Suely Ribeiro Silveira.


E
m nossa comunidade tínhamos desde 1968 uma escola comunitária, que gradativamente cresceu até cursos secundários e profissionalizantes; sendo cursos de Magistério, Assistente de Administração e Técnico em Agropecuária.

Em 1982 os Irmãos da Sagrada Família fundaram o seminário Cura de Ars e passaram a trabalhar em nossa escola, que teve um crescimento maravilhoso.

Em 1997 nossos queridos Irmãos tiveram que afastar-se, por motivos de força maior. A escola passou a ser administrada por pessoas com  interesse políticos eleitoreiros começou a decair, a tal ponto que a Superintendência Estadual ordenou o seu fechamento que seria gradativo. Nós começamos uma luta para manter a escola aberta, mas tudo parecia em vão.

Então comecei a rezar para que Deus não permitisse tal coisa, porém a cada mês que passava o problema se agigantava. Então resolvi “conversar” com Ir. Gabriel Taborin, pedindo-lhe   incessantemente que intercedesse por nossa escola, e eu pedia e a escola caia cada vez mais, para a Superintendência a mesma já não tinha mais solução, então num rasgo de desespero “disse ” ao Ir. Gabriel: Se não nos ajudar a escola  vai morrer! Portanto entrego-a em tuas mãos e não vou mais te pedir.

E que maravilhoso! Em 2003 os irmãos voltaram à nossa comunidade e assumiram os trabalhos na escola que agora é Colégio da Sagrada Família, a escola foi salva e tenho certeza sempre será uma obra que está e estará aqui para a educação e formação dos filhos de Deus. Graças ao Ir. Gabriel Taborin.

Ibema  –  Paraná
                                                          Nely Morose Morgado