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O Pensamento do Irmão Gabriel Taborin |
“A
instrução e a educação são duas coisas que se
confundem com freqüência. Por isso, nos vemos
obrigados de pedir-vos que expliqueis às crianças a
diferença que há entre elas; deste modo os
predisponhais para as acertadas e úteis lições que
vocês podem dar sobre educação.
Por isso a instrução
somente não basta para formar a um homem honrado, a
um cidadão, a um verdadeiro cristão. É preciso
acrescentar a tudo isso a educação, é dizer, há que
ensinar a encaminhar sua consciência e seus
costumes, e proporcionar-lhe por sua vez, luzes e
forças, que lhe ajudem poderosamente a cumprir seus
deveres para com Deus, para consigo mesmo e para com
seus semelhantes”.
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“A educação das crianças é uma das
necessidades mais urgentes e indispensáveis para a
sociedade; se for descuidada, que será das famílias? Que
será dos interesses da Religião e do Estado? Que será
das crianças? Os bens e as riquezas, sem a educação, não
podem fazer felizes às crianças: ao contrário, só lhes
servirão para o seu próprio prejuízo e o dos demais”.
(O anjo condutor dos
peregrinos de Ars).
“Educar
a uma criança é, em términos gerais, desenvolver,
fortalecer e aperfeiçoar os órgãos de seu corpo e as
faculdades de seu espírito e, sobretudo, educar seu
coração, sua vontade, seu caráter, sua consciência e seu
juízo”.
(Novo Guia 643) |
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"Dedicar-se a formar bons cidadãos
para a sociedade e inteligências dignas de Deus é, como
disse um célebre autor, uma sublime missão. Quem se
entrega a ela responsavelmente é o maior homem do país e
o mais nobre aos olhos de Deus, da religião e da
humanidade.
Outro autor acrescenta: "De agora em diante será o
mestre e não o canhão o árbitro dos destinos do mundo".
Os serviços que o soldado presta são grandes, mas
menores que os que oferece o mestre, pois os daquele são
com freqüência gloriosos, mas passageiros.
Os do cidadão virtuoso que consagra sua vida à educação
da juventude têm certamente menos brilho, mas pode-se
afirmar que nenhuma missão é mais nobre aqui na terra
que a de atuar sobre o espírito humano, transmitindo-lhe
a luz, a verdade e a virtude.
Estimamos a um grande pintor ou a um hábil escultor, mas
o que é a sua arte ao lado de quem trabalha, não com a
tela ou o mármore, mas com as inteligências?”
(Nova Guia 637) |
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“Não
de deve tratar a todas as crianças da mesma maneira. É
de fundamental importância observar a maneira de ser de
cada uma. E ter em conta o seu temperamento.
Os que ensinam não devem falar jamais com um tom de voz
prepotente, áspero ao falar com uma criança medrosa e
tímida. Em vez de rejeitar as que são de caráter lento e
temeroso, é preciso tratá-las com amabilidade e bondade
para não desanimá-las.
Se é necessário fazer-se respeitar pelas crianças, muito
mais é preciso fazer-se amar por elas e ganhar a sua
confiança.
Os professores e professoras sem paciência e sem
moderação de temperamento, coléricos, arbitrários ou
violentos não são adequados para esta profissão; fazem
perder o espírito das crianças”
(O anjo
condutor dos peregrinos de Ars). |
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“Os
Irmãos ensinarão em suas aulas o programa correspondente
ao nível em que lecionam. Esforçar-se-ão em fazer com
que os alunos progridam; cuidarão para não cultivar
preferências para uns deles, porque todos os que
freqüentam as aulas tem os mesmos direitos à atenção do
educador e este deve-lhes todo o seu tempo e toda a sua
aplicação durante as horas de aula.
O motivo pelo qual os alunos progridem pouco vem muitas
vezes da parte do professor. Para que haja progresso na
aprendizagem, é preciso que o Irmão docente se faça amar
pelos alunos e tema afastá-los mediante uma severidade
mal entendida; que se preocupe para inspirar-lhes o
gosto pelo estudo; que lhes dê definições claras e
exatas. Suscite o interesse mediante perguntas,
pedindo-lhes resumos, fazendo aplicações concretas
daquilo que foi explicado à moral e à vida civil.
Contudo, o mais importante é proporcionar-lhes alimento
ao espírito, na medida em possam assimilá-lo: para
elevar a criança até o próprio nível, é preciso saber
descer até o dela.
Tampouco deve-se pretender que os alunos avancem com
demasiada pressa; cada coisa em seu tempo. É preciso
afirmá-los bem nos princípios antes de ir para mais
longe; é necessário inclusive, que retornem a eles, de
vez em quando, porque nada saberão de verdade se não o
souberem perfeitamente. O educador deve conhecer os seus
alunos, para exigir somente o que eles podem, pois do
contrário, poderiam chegar a desanimar-se. Não deve
abandonar a maioria para acompanhar a minoria que vai
mais depressa. (Novo
Guia 651-653). |
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"Os
Irmãos cuidarão acima de tudo da educação religiosa,
inspirando-lhes o amor pela virtude e gravando
profundamente na alma deles o sentimento de seus deveres
para com Deus, para com seus pais, para com as demais
pessoas.
Trabalharão na correção dos seus vícios e defeitos, a
reprimir neles o desejo de domínio, a ajudar aos pobres,
a prevenir a inveja destes contra os ricos e o orgulho
destes contra os pobres; inspirarão a todos a virtude da
caridade, que dá consistência e aperfeiçoa todas as
virtudes, e estabelece entre todos, relacionamentos de
benevolência, de humanidade e de cortesia."
(Novo
Guia 646). |
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“Os Irmãos apreciarão
este título acima de qualquer outro das dignidades
humanas. Considerarão esta função como verdadeiramente
apostólica.
Com efeito, catequizar é ensinar a ciência
da salvação, a ciência da religião, a ciência dos
santos. É fazer conhecer o que Jesus Cristo veio ele
próprio ensinar sobre a terra.
O divino Salvador é o
modelo de todos os catequistas e pode-se dizer pela
maneira como ele tem proclamado seu santo Evangelho se
parece mais a uma catequese que a um sermão.
E assim,
mesmo que a função de catequista seja menos brilhante
que a do pregador, não é, contudo menos elevada, porque
são os mesmos mistérios, as mesmas verdades que são
dadas a conhecer”.
(Novo Guia 898) |
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“Na sua missão de catequista, a
primeira coisa que deve fazer o Irmão é aprender a dar
catequese, porque é um grande erro pensar que é fácil,
ou que exige pouco estudo e preparação, prestar a
crianças e até a adultos, este exercício de modo
proveitoso. Pelo contrário, é certo que, dar bem o
catecismo é um talento muito raro e há poucos que são
bons catequistas. Para merecer o nome de catequista é
preciso:
1.° Possuir a arte de
prender as crianças e todo o auditório, cativá-los e
fazer-se escutar com gosto;
2.° Conhecer
perfeitamente a doutrina cristã e estar imbuído dela
mediante um estudo constante e diário;
3.° Ter adquirido, pela
reflexão e pela experiência, o talento de colocar-se ao
alcance dos ouvintes e, para isso, falar-lhes com
clareza e precisão;
4.° Saber apresentar as verdades santas de uma maneira
interessante e sobretudo, que chegue ao coração, fazendo
surgir nele bons desejos e sentimentos piedosos; numa
palavra é preciso ter o dom de instruir, de agradecer e
de tocar, tudo ao mesmo
tempo” (Novo Guia, 900) |
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“A
segunda coisa necessária para dar bem a catequese é
prepará-la bem. Há dois tipos de preparação: a
preparação remota e a preparação próxima. A preparação
remota consiste em realizar um estudo aprofundado da
religião, de seus dogmas, de sua moral, do seu culto e
da sua história. Este estudo não tem limites: deve ser
cotidiano e de toda a vida, pois a religião é, por seu
objeto, a mais ampla de todos os conhecimentos, e que,
quanto mais é conhecido, mais fácil se torna fazê-lo
conhecer e amar.
A
preparação próxima consiste em:
1. Decorar
na medida do possível, a própria letra do capítulo que
se quer explicar;
2. Preparar perguntas concretas que sirvam para desenvolver
as perguntas e as respostas do texto;
3.
Organizar a explicação, isto é, o que se deve
desenvolver, reduzindo-a a dois ou três pontos
fundamentais aos que se fará referência nas perguntas
concretas;
4. Escolher as passagens da história e as comparações que
serão próprias a esclarecer ou confirmar as explicações;
5. Preparar os exercícios práticos a serem dados depois da
explicação;
Encomendar a Deus,
à Santíssima Virgem e aos anjos da guarda dos ouvintes,
o êxito da catequese (Nova Guida, 901) |
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“O bom
catequista sabe explicar as coisas mais sublimes com as
expressões mais simples; as verdades mais abstratas, os
objetos que mais escapam aos sentidos, sabe revesti-los
de formas sensíveis e já conhecidas pelos seus
discípulos. Como o grande Mestre, fala-lhes
freqüentemente em parábolas.
Apresenta a virtude de maneira atrativa; mas quanto ao
vício apresenta-o como verdadeiramente é: como o tirano
que somente paga aos seus escravos por infelicidade.
As
crianças encontram no bom catequista um pai amável que
sabe colocar-se ao nível delas, para elevá-las em
seguida às mais altas contemplações, e fazê-las passar
gradualmente dos conhecimentos que possuem aos que
querem transmitir-lhes.
Finalmente o bom catequista não esquece que inutilmente
se planta e se rega se Deus mesmo não faz crescer” (Nova
Guia 12).
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"Sem o conhecimento do catecismo, não há verdadeira fé
nem religião e sem religião não existirá jamais
felicidade pública ou particular.
A ignorância não somente não presta para nada, mas até perigosa ela é.
Deixar as crianças na ignorância é anular o ministério
dos sacerdotes, é fechar às crianças todos os recursos
que um dia poderiam encontrar nas instruções do próprio
pastor.
Seria privá-las dos meios de salvação. Convictos destas verdades, os
Irmãos em nada descuidarão para proporcionar aos alunos
que freqüentam suas escolas ou a catequese paroquial uma
sólida instrução religiosa” (Nova Guia 909). |
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“As
principias coisas que devem ensinar são:
1. ° Os
principais mistérios, que será preciso repetir todos os
dias, sobretudo nas classes pequenas;
2. ° A
vida de Jesus Cristo, suas virtudes, seus sofrimentos, o
que tem feito e o que segue fazendo pela slvação do
homem. É muito importante retornar mais vezes sobre o
tema: porque conhecer a Jesus Cristo para fazê-lo
conhecer como Deus e como homem ou mostrá-lo como
Salvador, legislador, luz do mundo, modelo, benfeitor,
mediador, alimento, juiz e felicidade do homem;
3. ° As
grandes verdades da religião, como o fim do homem, a
importância e a necessidade da salvação, a morte, o
juízo, o céu, o inferno, etc.;
4. ° A
Igreja: o que é a Igreja, as características da
verdadeira Igreja; a necessidade para ser salvos, de se
submeter à Igreja, a seus pastores, de ser unidos ao
Sumo Pontífice;
5. ° O
que manda e proíbe cada mandamento de Deus e da Igreja;
6. ° As
disposições requeridas para receber com fruto os
sacramentos, sobretudo a penitência e a eucaristia;
7. ° A
maneira de acompanhar piedosamente a santa missa e de
assistir com fruto os ofícios da Igreja;
8. ° A
excelência, a necessidade, a obrigação e as condições da
oração;
9. ° O
pecado mortal: sua gravidade, a desgraça de cometê-lo,
os castigos que atrai a quem o comete, o meio para obter
o perdão do mesmo;
10. ° A
maneira de santificar as ações, para torná-las
agradáveis a Deus e meritórias para o céu”. (Novo
Guia 909).
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A humildade deve ser o mais precioso adorno do Irmão
da Sagrada Família. Praticando esta virtude imitará
os santos Padroeiros do Instituto, guardará a
castidade, agradará a Deus e atrairá sobre si a
estima dos homens e não o seu desprezo como acontece
geralmente com o orgulhoso.
O bom religioso estima a humildade, pratica-a
interior e exteriormente: lembra que um ato desta
virtude vale mais que cem milagres, e que diante de
Deus ela supre todas as demais virtudes, enquanto
que o orgulhoso muda todas as virtudes em outros
tantos vícios.
Deus resiste aos soberbos e dá a sua graça aos
humildes. Os orgulhosos são como altas montanhas
sobre os quais Ele descarrega a sua cólera, os
humildes são como vales suaves que recebem o doce
orvalho de sua graça. Que religioso, pois, não fará
os maiores esforços para praticar a humildade
durante toda a sua vida?
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Não se
pode dar uma ideia mais nobre, mais sublime e ao
mesmo tempo mais justa, que as virtudes
extraordinárias e a sublime santidade de Santa Ana,
afirmando que ela é a mãe da Mãe de Deus. Este
título augusto encerra todos os títulos de honra;
somente ele merece todos os elogios; e, como o
Espírito Santo não pode dizer nada mais
extraordinário de Maria que dizer que foi dela que
nasceu Jesus Cristo, o mesmo não se poderia dizer
nada mais glorioso de Santa Ana que expressar que
foi dela que nasceu a Virgem Maria.
(Manuel des
Confrères de Sainte Anne .pág. 5)
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